1 de julho de 2010

ALMIR GUEDES PEREIRA

Almir é um dos meus poetas espírito-santense favoritos. Na introdução de seu livro REVIVÊNCIAS... ele diz o que eu gostaria de ter escrito: "Se um dia, lá na frente do caminho, eu tiver de me deter e olhar para trás, não quero ver sombras nem fantasmas adormecidos à beira da estrada, muito menos rostos escondidos por máscaras de sorrisos frouxos e falsos.
Não quero levar em meus braços cadáveres de sonhos abatidos ou a culpa de esperanças desfeitas aos meus amigos.
Ao caminhar o meu chão não desejo pisar feridas alheias abertas não por mim, mas por meus semelhantes; não quero ver minhas mãos sujas de sangue dos inocentes nem meus pés calejados com a marcha sobre as cidades indefesas.
No tribunal da vida não quero ser condenado por ter morto um pássaro ou roubado o sorriso a uma criança; não quero em meus ombros o peso da culpa de omissão e o lamento triste do pedinte por lhe ter negado um naco de pão.
Não quero ter na memória o registro de que matei, feri, magoei ou cometi um ato de traição.
Quero, um dia, poder sentar-me à beira de uma curva qualquer desta estrada, olhar ao meu redor e ver sorrisos em vez de lágrimas; volver a cabeça e constatar que a cada etapa principal do caminho eu pude ser útil de alguma forma, que amei e consolei ao invés de julgar e odiar. Neste dia poderei olhar para dentro de mim e agradecer a meu Eu por ter-me ensinado a caminhar na sendo do AMOR."

É ou não é um texto lindo?

Um comentário:

lupino disse...

Realmente é um texto muito lindo!
Muita sensibilidade e lirismo!

Parabéns!!!

Edson Lobo